quarta-feira, 19 de junho de 2013

“Poema para os Mais Jovens”

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O tempo passou

e as coisas mudaram,

Minha força já se foi,

meus cabelos branquiaram.


Já não tenho agilidade,

trabalhar não posso mais.

Mas, me sinto importante,

não me considero incapaz.


Preciso que tenham paciência,

mas não que tenham dó de mim.

Não sou forte como antes,

mas gosto da vida mesmo assim.


Pare e pense então:

se seus anos prolongarem

assim com os meus prolongaram,

faça o bem a um idoso

e irá  colher o que plantou.

POEMA DEDICADO À SEMANA DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO

CRIADO POR KATLHEEN – aluna da Creche Abrigo Jesus – Belo Horizonte MG

parabéns à todos os alunos que com criatividade e visão positiva demontraram também os cuidados que devemso ter com os idosos. Todos os desenhos foram distribuídos para os idosos que compareceram na abertura oficial da campanha no estado de Minas Gerais, em presença de autoridades. A iniciativa foi muito elogiada como sendo a primeira vez que se via o tema sendo trabalhado no ensino fundamental.

 

incentivo: AQUAVIME – associação qualidade de vida para melhoridade

facebook AQUAVIME

“Poema para os Mais Jovens”

 

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O tempo passou

e as coisas mudaram,

Minha força já se foi,

meus cabelos branquiaram.


Já não tenho agilidade,

trabalhar não posso mais.

Mas, me sinto importante,

não me considero incapaz.


Preciso que tenham paciência,

mas não que tenham dó de mim.

Não sou forte como antes,

mas gosto da vida mesmo assim.


Pare e pense então:

se seus anos prolongarem

assim com os meus prolongaram,

faça o bem a um idoso

e irá  colher o que plantou.

POEMA DEDICADO À SEMANA DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO

CRIADO POR KATLHEEN – aluna da Creche Abrigo Jesus – Belo Horizonte MG

parabéns à todos os alunos que com criatividade e visão positiva demontraram também os cuidados que devemso ter com os idosos. Todos os desenhos foram distribuídos para os idosos que compareceram na abertura oficial da campanha no estado de Minas Gerais, em prsena de autoridades. A iniciativa foi muito elogiada como sendo a primeira vez que se via o tema sendo trabalhado no ensino fundamental.

 

incentivo: AQUAVIME – associação qualidade de vida para melhoridade

facebook AQUAVIME

domingo, 2 de junho de 2013

IDOSO VIVE MAIS MAS COM MENOS SAÚDE? o que devemos fazer?

Idoso vive mais em SP, mas com menos saúde -

Claudia Collucci

  Os idosos de São Paulo estão vivendo mais, mas em piores condições de saúde. Na última década, a taxa de de incapacidade por doenças cresceu 78,5% entre os homens e 39,2% entre as mulheres acima de 60 anos.
Entre 2000 e 2010, essa população ganhou, em média, dois anos a mais de expectativa de vida, mas perdeu até três de vida saudável.
Os dados vêm de um estudo inédito obtido pela Folha feito a partir de um projeto da Faculdade de Saúde Pública da USP que acompanha diferentes gerações de idosos desde 2000.
  A expectativa de vida de homens de 60 a 64 anos passou de 17,7 para 19,7 anos. No mesmo período, o número de anos de incapacidade pulou de 4,4 para 7,2. Entre as mulheres da mesma faixa etária, os anos de incapacidade passaram de 9,4 para 13,2.
Esse descompasso entre a vida longa e a vida saudável também vem sendo observado em outros países. No ano passado, um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard comparou as condições de saúde entre 1990 e 2010 em 187 países.
  A conclusão foi que a expectativa de vida cresceu, em média, cinco anos, mas pelo menos um ano foi de vida com incapacidade.
"Saúde significa mais do que retardar a morte ou elevar a expectativa de vida ao nascer. Precisamos entender melhor como ajudar as pessoas a viver os anos extras em boas condições de saúde", afirma Joshua Salomon, professor de Harvard e um dos autores do estudo.

PREVENÇÃO
A boa notícia é que, segundo o estudo da USP, vale a pena investir em prevenção mesmo na velhice, seja incentivando a prática de atividades físicas e dieta equilibrada seja mantendo sob controle as doenças já instaladas.
"Isso quebra preconceitos. As pessoas pensam que prevenção só cabe aos jovens, mas ela deve ser incentivada para que os idosos tenham mais qualidade de vida independentemente das doenças que já tenham", diz o geriatra Alessandro Campolina, autor do estudo da USP.


O médico também fez projeções sobre o impacto das doenças que mais afetam os idosos. Se a hipertensão e a diabetes fossem controladas, por exemplo, os homens ganhariam até seis anos de expectativa de vida livre de incapacidade.
O aposentado Juan Gimenez Torres, 76, aposta nisso. Controla a pressão alta com remédios, e nem a prótese que tem no joelho é desculpa para fugir da academia.
Praticando atividade física três vezes por semana, perdeu oito quilos e atingiu a marca que desejava: 80 kg.
"Muito idosos acham que estão velhos para começar qualquer coisa. É um erro. Nunca é tarde. Tem que parar de ficar só reclamando."

    Doenças crônicas precisam ser controladas

    A prevenção e o controle das doenças crônicas, que respondem por quase 70% da carga de enfermidades dos idosos, são as chaves para um envelhecimento saudável.
    O estudo da USP revelou que existe um grupo de doenças cujo controle aumentaria a expectativa de vida livre de incapacidade. São elas: problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, quedas e doença pulmonar crônica.
    O trabalho alerta para o aumento do sobrepeso e da obesidade, que estaria ligado a uma maior prevalência das doenças cardíacas e cérebrovasculares.
    O câncer também vem aumentando na população idosa. Entre os homens, tumores de pulmão, próstata e colorretal são os mais prevalentes. Entre as mulheres, são os de mama, pulmão e colorretal.
    As doenças mentais, articulares e as quedas são outros fatores importantes de incapacidade.
    Para o médico Alessandro Campolina, os dados deveriam nortear os programas de prevenção e a alocação de recursos. "Não é só fornecer medicamentos. É preciso uma rede de assistência voltada para as necessidades dos idosos."

    DIFICULDADES
    Para a médica Maria Lúcia Lebrão, professora titular de epidemiologia da USP, faltam políticas públicas eficientes no país.
    "É muito papel escrito, mas as coisas não caminham. Um terço dos idosos de São Paulo enfrenta dificuldades imensas. Muitos vivem sozinhos, trancados em casa, explorados pelas famílias, desnutridos e deprimidos. É triste."
    Segundo ela, estudos já verificaram que até 40% dos idosos não têm contato social. "Muitos não têm limitação física, mas faltam estímulos."

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    fonte: Folha de São Paulo – domingo 02 de junho de 2013

    quarta-feira, 3 de abril de 2013

    CAUSOS CRIADOS NAS OFICINA DE MEMÓRIA

    “Lá pras tantas da manhã, o sol já ia arto no céu. Saia eu di casa, num tinha dado meia duza de passos e avisto a cumá Tiana qui saía da casa dela de rudia e poti na cabeça rumo à bica panhá água e ela gritô: “onde vai a cumadi toda avechada assim?” No qui rispundi: “Tô avechada sim, cumadi, vô ino modi dá um adijitório à sinhá Constança, pois num é qui a coitada se num abastace a dor nos quarto qui azucrina, o sinhô Generoso qui já véve perrengue cum aquelas pereba na perna, agora se lhe apareceu uma danada dor nas cacunda que o coitado giritéia dia e noite na cabeça da cumadi. Fico azucrinada se num ajudá. Lá vô eu botá brasa no ferro mode alizá uma trochona de roupa. Inté, cumade. Adispois nois arrenga mais!”

    caipira

    criação de Ana Helena – turma I do Clube da Amizade de Ginástica Cerebral 2013

    uma delícia de causo que mexe com os neurônios pra gente poder entender o que mesmo ela quer dizer! Você seria capaz de traduzir as palavras em negrito recontando a história?

    terça-feira, 19 de março de 2013

    Meditação para pessoas extremamente ocupadas

    Jayanti Kirpalani, muito ocupada,mais de 40 anos na prática de valores, mais de 90 países em projetos com a ONU, mostra como é fácil meditar!

    APP

    O principal pra meditar é reconhecer sua verdadeira identidade. No momento que a mente está tranquila pode-se perceber que o que move o corpo é uma centelha de energia, o ser. Pensar sobre essa energia é estar consciente de nossa forma verdadeira. É desta centelha que os pensamentos surgem. Por considerar o corpo como “meu corpo” significa que sou seu dono e ele, minha propriedade. Tudo externo ao corpo não me pertence e por isso não pode ser controlado. Percebendo a coerência entre EU (dono) e meu corpo (propriedade), é possível ter autocontrole. O EU é quem pensa e o corpo oferece o suporte para expressão.

    Pensar sobre EU é pensar sobre seus princípios. Porém nos desconectamos desses princípios ao nos conectarmos com as coisas externas, que são verdades aparentes ou ilusões. Princípios verdadeiros constituem nossos valores originais e pertencem ao ser independente da família, religião, classe social. Afinal, todos queremos as mesmas experiências independente do fazemos ou temos: queremos sentir amor, paz e felicidade. Tudo que me faz refletir por alguns segundos ou minutos sobre tais valores é um movimento simples de meditação, não sendo preciso afastar da sociedade, sacrificar-se, nem aguardar um tempo na agenda. Assim que conecto EU com minha natureza original com pensamentos simples como “sou um ser de paz, agora estou sereno, com mente limpa... “ já estou meditando.

    Para uma agenda cheia de compromissos profissionais, almoçar em silêncio, caminhar em até mesmo nos corredores da empresa, dar uma pausa para um cafezinho, podem ser excelentes oportunidades para criar pensamentos que transformarão a mente naquele momento em um campo limpo, fazendo a consciência experimentar leveza e o intelecto, clareza. O resultado é autoestima, felicidade e paz. Assim vou além dos limites do mundo. A paz é natural, não preciso buscá-la: ela está dentro de mim.

    Site: www.bkwsu.org/brasil

    SER BEM CUIDADO NA IDADE AVANÇADA PODE SER QUESTÃO DE ESCOLHA

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    Diversas formas de envelhecimento podem ser comparadas com o estilo de vida assumido pelo indivíduo. De forma facilmente observável o envelhecimento traz aspectos da personalidade acentuados onde muitas vezes podem ser expressos por: resistências específicas, apegos diversos, vícios de comportamento, desinteresses variados, não desconsiderando o conhecimento adquirido. A questão é ainda mais importante quando se trata do modo como o indivíduo se relacionou com as pessoas durante a sua vida e a necessidade de cuidados especiais que pode vir acontecer ao atingir idade muito avançada. Sendo assim podemos considerar necessário repensar a forma como vivemos e nos relacionamos uns com os outros, pois tais fatores poderão determinar como envelheceremos.

    Conheço muitas histórias entre familiares e seus idosos que ilustram o passado entre eles na forma dos cuidados que recebem. Em geral aquele idoso que marcou o passado como exemplo de valores para sua família e cultivou boas formas de se relacionar com todos, criou seu momento presente com qualidade. Longe de fazer afirmações ou generalizações, o contrário procede. Não se faz necessário aqui questionar a “sorte de cada um”, pois é fato o retorno que também podemos ter de acordo com nossas ações.

    A violência contra idosos tem aumentado a cada dia na mídia. Podemos imaginar o que a mesma não consegue relatar. Em se tratando de idosos que se tornaram dependentes por algum motivo, faço uma reflexão acerca de como posso contribuir para garantir bons tratos em minha velhice:

    acredito que podemos garantir bons tratos em nossa velhice ao cultivarmos principalmente bons relacionamentos entre familiares e amigos. Já que não temos garantias para o físico e o mental, que possamos ter garantia em “fazer-me um ser querido por todos”, mais cooperativo, amigo, gentil. Que eu seja uma pessoa de fácil covivência através da prática de uma vida de valores morais, humanos, éticos e espirituais os quais desenvolvem em mim autoestima, segurança pessoal e propósito de vida.

    Uma vez que a tradução de um passado com conflitos familiares ou sociais geralmente é expresso com qualidade de vida abalada ao se envelhecer, repito a expressão acima de que o contrário também pode proceder. Percebo que não importam os limites físicos ou mentais adquiridos em uma idade avançada para aqueles que sempre foram muito queridos pelos seus familiares e amigos. Sendo assim torno-me o principal responsável por garantir um envelhecimento de qualidade independente dos limites.

    Se somos mais jovens é hora de escolhermos nossa forma de vida. Para aqueles que já não respondem por si é hora de receberem nosso perdão, conceituado através da compreensão acerca dos limites humanos. O aumento da prática de tais valores serão capazes de nos promover para dias melhores de convivência entre todos, sem quaisquer distinções.

    Jornal Noroeste BH mar/2013 coluna QUALIDADE DE VIDA NA MELHORIDADE

    por Gal Rosa – terapeuta ocupacional em geriatria e gerontologia / especialista em espiritualidade e autoconhecimento